sexta-feira, 15 de julho de 2011

Soneto 12

Versos à um Solitário

I

Uma carta, solidão.
Minhas letras rabiscadas,
Minhas frases ilustradas.
Em meus versos, frutração!

Um alfabeto, canção.
Minhas letras deformadas,
Minhas frases acabadas.
Minhas verdades, razão!

A vida com qual sonhar,
Quais letras devo apagar
Pra viver uma canção?!

Quais os sonhos a esperar,
Quais vidas não irei deixar
Pra não viver solidão?!

II

E na poesia, inspiração.
Rascunho no meu caderno,
Nos frígidos dias de inverno...
Flores, minha ilusão!

Desenhos, demonstração.
Apago deste caderno
Todo rabiscado externo.
Erro de um aprendiz?...Não!

É pequena a insanidade.
Somos loucos é a verdade.
Dor, aprendiz da tensão.

Quanto dura a falsidade?
Mais do que uma eternidade...
É o que diz minha versão!



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