Versos à um Solitário
I
Uma carta, solidão.
Minhas letras rabiscadas,
Minhas frases ilustradas.
Em meus versos, frutração!
Um alfabeto, canção.
Minhas letras deformadas,
Minhas frases acabadas.
Minhas verdades, razão!
A vida com qual sonhar,
Quais letras devo apagar
Pra viver uma canção?!
Quais os sonhos a esperar,
Quais vidas não irei deixar
Pra não viver solidão?!
II
E na poesia, inspiração.
Rascunho no meu caderno,
Nos frígidos dias de inverno...
Flores, minha ilusão!
Desenhos, demonstração.
Apago deste caderno
Todo rabiscado externo.
Erro de um aprendiz?...Não!
É pequena a insanidade.
Somos loucos é a verdade.
Dor, aprendiz da tensão.
Quanto dura a falsidade?
Mais do que uma eternidade...
É o que diz minha versão!

Nenhum comentário:
Postar um comentário