sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Soneto 38

Um Anjo que Dormia

E nos lábios desse Eterno
Vi o prazer, a melodia,
Senti a rima da poesia
Desenhada no caderno.

Se for Verão ou for Inverno,
Não me importa, é fantasia.
Nestes campos, Oh Boemia
Por luas e luas aqui hiberno!

Uma luz me perseguia,
Este sonho eu conhecia,
Aquele anjo adormeceu...

Um beijo o despertaria,
Se eu fostes tu o beijaria,
Sendo que aquele anjo, era Eu!


Olá meus caros, depois de algum tempo sem atualizações, estou eu aqui de volta com mais um soneto novinho, ah sim, feiito para meu morzinho Jardel Freitas!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Soneto 37

Ser Amado

Da boca ao peito molhado
Nos caminhos da tua pele,
Por dentro meio que “congele”,
Por fora um corpo suado.

Pois um desejo malhado
Por luxúria ou por amor,
Pois no pecado da cor
Um desejo cultivado.

Alucinado prazer,
Inocente ou conturbado
Cai em desejo ao desejado!

Mania louca de querer
Que por tanto imaginado
Faz de amador... Ser amado!

 A vc, o cara que faz da minha viida um todo de felicidades, a vc que me fez enxegar que os sonhos são apenas uma dimensão da realidade, a vc que fixou-se na minha vida, a vc que me fez descobrir que o "eu" e o "vc"só se completam com um "nós".
Somos a completa perfeição - Soma de duas metades
J.F - simplesmente Te Amo!

 

Soneto 36

Doce Vampiro


E sou elemento da terra,
Princípio e fruto proibido,
E sou bonança e alarido,
E sou a centeia da quimera!

Filho da suntuosa Hera,
A ferida do ferido,
Os caminhos e o perdido,
Filho de todas as Eras.

Então ruidosa criatura,
Vou de pincel a pintura,
Ilusão do ar que respiro.

Desde alívio sou tortura,
Propriedade da mistura,
Pequeno, doce vampiro!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Soneto 35

Amor de Viuva

Previsível como o vento,
Refrescante como a chuva,
É deste amor de viúva
Que não me desejo isento...

Amor astuto, cinzento,
Hostil ao lobo que uiva,
Sultil saboreio da uva,
Como um bolo, o fermento...

Cético, quase fervente,
Amor híbrido, descrente...
Sem promessas, sem ardor!

Amor que oscila stírico,
Ants fostes amor lírico...
Amor não, não mais amor!


Soneto 34

Guerra do sétimo dia

Chove sangue e peversão
Ao leito dos condenados.
Sei da guerra dos alados,
Do filho da perdição.

Miguel, auror da criação...
Ablon, um dos renegados...
Atlântida e os condenados
Ao fervor da inundação.

Sono do sétimo dia,
Deus que reluz harmonia...
Ascendentes a ambição!

Orion vinga a tirania;
De Lúcifer a alma fria...
De Miguel, dominação...



sábado, 20 de agosto de 2011

Soneto 33

Le Cœur De La Mer
( o coração do mar)

Como chuva no oceano
Vi etéreas ondas quebrarem,
Vi terra e mar se abraçarem
Em belos tons de ciano...

As águas tocam piano
Para as formosas do harém,
A correnteza desdém
De todo semblante humano...

Sem uma gota no mar
O mar torna-se pequeno,
Torna-se menos sereno...

Como sem luz de luar,
A maré chora ao perder...
Uma gota de teu Ser! 


essa vaai para meu best MaxVieiraSeinfeld...

domingo, 14 de agosto de 2011

Soneto 32

De Profano a Amador

Dá-me teu calor humano,
Vem com teu beijo molhado,
Desejo teu corpo suado,
Anelo teu amor insano...

Esta vida de profano
A que me queiras atado.
És célebre, és alado,
Mas te beijarei mundano...

Olhar que te tenho ardente,
És escultura atraente,
És sonhos ao sonhador!

  Quero a querer-te presente,
Estou vivo, sou carente...
Um profano, um amador!