quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Soneto 36

Doce Vampiro


E sou elemento da terra,
Princípio e fruto proibido,
E sou bonança e alarido,
E sou a centeia da quimera!

Filho da suntuosa Hera,
A ferida do ferido,
Os caminhos e o perdido,
Filho de todas as Eras.

Então ruidosa criatura,
Vou de pincel a pintura,
Ilusão do ar que respiro.

Desde alívio sou tortura,
Propriedade da mistura,
Pequeno, doce vampiro!

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