quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Soneto 37

Ser Amado

Da boca ao peito molhado
Nos caminhos da tua pele,
Por dentro meio que “congele”,
Por fora um corpo suado.

Pois um desejo malhado
Por luxúria ou por amor,
Pois no pecado da cor
Um desejo cultivado.

Alucinado prazer,
Inocente ou conturbado
Cai em desejo ao desejado!

Mania louca de querer
Que por tanto imaginado
Faz de amador... Ser amado!

 A vc, o cara que faz da minha viida um todo de felicidades, a vc que me fez enxegar que os sonhos são apenas uma dimensão da realidade, a vc que fixou-se na minha vida, a vc que me fez descobrir que o "eu" e o "vc"só se completam com um "nós".
Somos a completa perfeição - Soma de duas metades
J.F - simplesmente Te Amo!

 

Soneto 36

Doce Vampiro


E sou elemento da terra,
Princípio e fruto proibido,
E sou bonança e alarido,
E sou a centeia da quimera!

Filho da suntuosa Hera,
A ferida do ferido,
Os caminhos e o perdido,
Filho de todas as Eras.

Então ruidosa criatura,
Vou de pincel a pintura,
Ilusão do ar que respiro.

Desde alívio sou tortura,
Propriedade da mistura,
Pequeno, doce vampiro!