domingo, 24 de julho de 2011

Soneto 20

Ex”cravo” da Rosa

Prepotente o teu encanto
Que faz de mim teu escravo;
Se já fui um belo cravo...
Sois a rosa, sois meu pranto.

Espinhos e formosuras,
Sorte de um belo trevo.
A tal sorte? Não me atrevo!
Em ti, não avistei doçura.

Lês tudo que escrevo,
Mas criticas com brandura
O meu lado mais interno.

Teu coração, um acervo,
Insidiosa armadura...
Sois a calmaria do inferno!


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