terça-feira, 26 de julho de 2011

Soneto 21

Fruto da Avareza

Pulsa coração farpado
No peito vil que te guarda.
Vaidade na pele parda,
Olhos negros de meu fardo.

A mansidão do leopardo,
A repugnância em teu olhar...
A boca tarda falar
Ao corpo dilacerado.

A luxúria dominante,
O teu corpo alucinante
Sinto morto, não mais forte!

Agora não mais beleza,
Pois o fruto da avareza
Custou-lhe o abraço da morte!


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