terça-feira, 9 de agosto de 2011

Soneto 29

Humanoide

Visto que ando como os vivos
E que penso como os mortos,
Busco pensamentos tortos,
Fúteis laços afetivos!

Humanoides apreensivos...
Juntas de metais e corpos,
Os eletros anticorpos,
Mecanismos corrosivos...

Ao invés de mente, roldanas!
Tais propriedades mundanas
Para crianças abastadas.

Os frutos de anomalia,
Servos da melancolia...
Somos almas programadas!


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