terça-feira, 2 de agosto de 2011

Soneto 25

Mania Masoquista

Guardo lâminas cortantes
Para saciar o desejo,
Este alienado pelejo
Das auto aflições constantes.

Sangue e pulso, meus amantes...
Vermelho que tanto almejo
Duma  artéria que não vejo...
Cicatrizes flamejantes!

Tamanha minha loucura
Que sou uma plagia moldura
Ao ego de um solene artista

Que desliza com candura
Trazendo-me com fartura
Uma mania masoquista!


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