Pulso
Olhar que me tem sombrio
Como as luvas de algodão
Que das chuvas de verão
Me recolheram o frio.
Passam as águas do rio
Assim como a solidão.
As faces dum coração
Frenético que o ferio...
Mãos que me afagam a dor,
Toda réstia de rancor...
Pulso que pulsa ferido!
Juras por justiça ao amor
Aos prantos dum pobre ator...
Pulsa que pulsa partido!

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