sábado, 6 de agosto de 2011

Soneto 26

Pulso

Olhar que me tem sombrio
Como as luvas de algodão
Que das chuvas de verão
Me recolheram o frio.

Passam as águas do rio
Assim como a solidão.
As faces dum coração
Frenético que o ferio...

 Mãos que me afagam a dor,
Toda réstia de rancor...
Pulso que pulsa ferido!

Juras por justiça ao amor
Aos prantos dum pobre ator...
Pulsa que pulsa partido!


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