terça-feira, 2 de agosto de 2011

Soneto 24

Espelhos
Recolhemos nossa fera,
Tais enfermos do submundo,
Dragões do novo mundo,
O cérbero, a quimera.

O martírio te espera.
Suplícios e visões;
Cárceres, fortes prisões,
Labaredas desta Era.

Diretrizes e torturas,
Hostilidades sem curas.
Agora jovem, mas velho.

Se o paraíso enxergar,
Não pude atravessar
As duas faces do espelho!


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